~Quetzalcoatl

Dúvidas... Incerteza... O vento me leva e não sei para onde ele está indo. Não sei se devo ir com ele, se luto com ele. Que destino é esse? Esse é o caminho, é o mais fácil, é o verdadeiro? Feliz é sonhar com você, esperança.

~Ana

Com saudades. Nostálgica. Precisando de um tempo, cansada. Não sei o que sou, mas sei o que quero ser: corajosa, amiga, vivida, cheia de coisas pra contar e pessoas de quem sentir falta. Até então, já tenho realizado muito essa última... Só me falta saber o que é a coragem.

~Alter ego

Uma mistura de Harry Potter, Will Vandom, Benjamin Button, Bella Swan.

~História

Estou tentando me resolver. Quero ser médica ou farmacêutica? Tenho que ser sincera comigo mesma. Em qualquer decisão há o ato de abrir mão. Acho que no fim o que importa é viver uma vida na qual as pessoas me digam "obrigado" e não "você estragou tudo"...

~Memories 11.05.09
Como pode uma coisa tão importante fugir da minha cabeça? Parece que as pessoas precisam constantemente de me lembrar dos fatos mais marcantes da minha vida, como se eu não tivesse vivido nada, como se fosse apenas um filme que eu assisti faz tempo... Não sei como vou fazer para colocar as memórias enfim em meu cérebro, porque não quero perdê-las, não quero depender de escrevê-las, nem posso contratar um lembrador.
Será que isso é falta de viver? Essa consciência da finitude, irritante, que me faz viver tudo com um pensamento oposto. Se estou de férias quero estudar. Se estou na praia quero ir para a montanha. Se estou fora de casa, quero voltar. Tudo fazendo papel de um martelo, quebrando as minhas lembranças, porque a única coisa que eu lembro... É de uma constante insatisfação.

Deveria ficar entristecida com tudo isso, mas, acho que de verdade, estou feliz. Reconhecendo esses motivos, tenho condições de mudar... E não de viver como se fosse morrer e morrer como se não tivesse vivido.

~Moondance 22.09.08
Só aqueles olhos vidrados na TV.
Um tédio, uma monotonia que subia rasgando pela espinha...

Nada era suficiente, uma falta de tudo... Trabalhoso, penoso, doloroso...A vida era um processo de tortura infinito. Queria ganhar sem jogar, mas nada ganhava a não ser aqueles olhos vidrados na TV.
Esperando a noite passar,
a noite passar,
a noite passar,
a noite passar,
a noite passar,
a noite passar.

~(Wo)Mankind 07.09.08
Há dias em que a gente acorda feliz
há dias em que todo mundo é feliz menos você

Há dias em que os homens que te olham na rua
fazem pensar... nossa, estou linda mesmo
há dias em que eles nos encaram
e só conseguimos imaginar que estamos com o rosto sujo

Há dias em que queremos ser femininas e delicadas
há dias em que queremos mostrar que podemos ser machos

Há dias em que nossa maior vontade é casar, ter filhos e ficar em casa
há dias em que nossa ambição fica maior que o Canadá
não queremos maridos, só amantes
não queremos filhos, só pelúcia
não queremos casa, só promoções

Há dias em que nada vai acontecer
há dias em que mudamos sem nem perceber
há dias em que de tudo precisamos saber
há dias em que só precisamos de um livro pra ler
na quietude de nosso quarto
na maciez de nossa cama
deitadas sob a luz fraca do abajur

Percebemos que de ninguém dependemos
Percebemos que não mais crianças somos
Percebemos que podemos tudo em nossa vida
Percebemos que somos mulheres.

~Pertencible 07.09.08
Passo pelas pessoas na rua, todas ocupadas indo a algum lugar. Os olhares se encontram e logo se desviam. Sinto-me bem nesse dia. Tive coragem de deixar coisas para trás apesar daquela voz insistente de "por que não voltar pra casa?"
O meu reflexo nos carros vai voando, porque eu aprendi a voar agora. Vejo meu próprio sorriso largo e me lembro de como era feia. Na verdade foi me importanto com quem está perto de mim que acabei mudando; descobri que eu não sou tanto e que os outros não são tão pouco. E que ser humilde por fora não ia adiantar nada. Aquele meu sorriso amarelo e torto denunciava tudo.
De repente eu me senti feliz por ter saudade e por estar sofrendo por alguém. De alguma forma, isso me conectava com o resto do mundo e eu virava parte do Todo. Uma série de antíteses me provava que eu estava viva. Por precisar de gente eu fiquei mais independente do que nunca fui.
Em pequenos anos mudei muito e errei muito; eu sei que isso é um pleonasmo. Agora meu grande medo é que meus objetivos tenham mudado também e que eu esteja ainda no mesmo caminho. Mas é sempre tempo de parar e voltar... Ou de sair da estrada e encontrar uma nova trilha.
Já estou chegando em casa, de noite, depois de um longo dia. Não me sinto mal como me sentia antes, agora só sobrou em mim uma sensação de dever cumprido. No elevador o meu mesmo reflexo sorridente me encara. Estou bonita hoje :)

~Push Me Out 06.09.08
No início teve aquela hesitação, controle das palavras. Alguns mais, outros menos, dependia da pessoa. Tinha aquele que veio simples, mas que achava estar superarrumado (o tipo mais agradável de pessoa é esse). Aquele que veio com roupas caras, de grife, mas sem intimidar. Aquele que veio despojado, afinal, nunca se importou muito com as aparências. Aquele que veio com estilo próprio, que não liga pra moda. Aquele que veio muito bem arrumado, era sua primeira vez com a tchurma, e não se sentia lá muito confortável. Também tinha eu(!), fui com a roupa mais calorenta do mundo, uma jaqueta mal-cortada e o maior sorriso do mundo.
Afinal, era o aniversário da minha melhor amiga!
Claro que teve riso, tombo, foto, piada, tonteira, fofoca, maldade, bondade, silêncio, gritaria, parabéns (junto com ameaças da aniversariante... "NUNCA mais falo com vocês se puxarem parabéns!"... em vão), melecação com as pizzas doces, comentários do vestibular... Ou alguém que não seja vestibulando fala que o ventilador está sob um regime de desigualdade eólica (mas era verdade, ele ficava 2 segundos me resfriando e 30 minutos na mesa do lado) ou que a calabresa da pizza tava mais parecendo um cloroplasto?
No fim, ainda deu tempo de uma ownagem materna ("A SENHORITA SABE QUE HORAS SÃO??") e de ir até a pracinha, como se fôssemos um bando de turistas, tirar foto com a palmeira e no postinho policial. Aí já era hra de ir pra casa, mas antes rir mais um pouco na volta e, com uma pontinha de tristeza, me despedir desse dia inesquecível.

~Brotherhood 02.09.08
Sem mais.
Não vamos dividir os travesseiros, nem o lugar no sofá. Não vamos dividir a comida, os doces, o computador, a atenção de mãe (eu sei que você disputa, mas finge que não).
Eu acordei querendo ver aquela criatura dormindo enquanto eu vou ralar no colégio. Mas não tinha. O sofá estava vazio, não havia ninguém em cima dele roncando por causa do nariz. É duro lembrar daquele tchauzinho bobo quando você subiu no ônibus, porque dá muita saudade. Eu queria ter corrido atrás daquele troço azul, abanando as mãos, fazendo você prometer voltar.
Não tenho mais que dedicar meu tempo a outra pessoa, com quem ver meus filmes, alguém pra cercar a gata e catar no colo. Não preciso mais me preocupar se vou dar uma cotovelada no seu nariz, porque seu nariz não tá aqui.
Nem seu nariz nem nada.
Te amo.